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Concordância Verbal no ENEM: regras, casos especiais e como não errar

Concordância verbal é um dos temas de Língua Portuguesa mais cobrados no ENEM. Ela determina como o verbo deve se flexionar em número e pessoa para concordar com o sujeito. Na maioria dos casos a regra é simples — verbo concorda com o sujeito —, mas os casos especiais são os que costumam aparecer nas questões da prova. Neste artigo, você aprende as regras e os casos que mais caem.

A regra geral e os casos simples

A regra geral da concordância verbal é direta: o verbo concorda em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito. 'Os alunos estudaram muito' — sujeito plural (alunos), verbo plural (estudaram). 'Ela viajou ontem' — sujeito singular (ela), verbo singular (viajou).

Os erros mais comuns ocorrem quando o núcleo do sujeito é separado do verbo por termos intercalados. 'A lista de exercícios foi distribuída' — o núcleo do sujeito é 'lista' (singular), não 'exercícios'. O verbo concorda com 'lista'. Candidatos erram porque se deixam influenciar pelo substantivo mais próximo do verbo.

Sujeito composto: quando o sujeito é formado por dois ou mais núcleos, o verbo vai para o plural. 'Pedro e Maria chegaram juntos.' Exceção: sujeito composto posposto ao verbo (após o verbo) pode ser singular se o verbo for enumerativo e o sujeito estiver em sentido de gradação: 'Veio o diretor, o coordenador e os professores' (admite singular pelo sujeito mais próximo).

Casos especiais que o ENEM cobra

Verbos com sujeito 'quem': o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular (mais formal) ou concordar com o referente: 'Fui eu quem fez' ou 'Fui eu quem fiz' — ambas aceitas. O ENEM cobra essa flexibilidade.

Verbo 'haver' no sentido de existir: é impessoal — fica sempre no singular. 'Havia muitas pessoas na fila.' Erro comum: 'Haviam muitas pessoas.' O verbo 'ter' pode ser usado como impessoal na língua popular, mas a norma culta usa 'haver'. 'Tem muita gente' é coloquial; 'há muita gente' é formal.

Verbos impessoais: além de 'haver' (existir), os verbos que indicam fenômenos da natureza (chover, nevar, trovejar) são impessoais — sempre no singular. 'Choveu muito ontem.' Quando usados em sentido figurado com sujeito, concordam: 'Choveram reclamações.'

Concordância verbal em questões de interpretação

O ENEM não cobra concordância verbal de forma isolada (preencher lacuna com o verbo correto). As questões aparecem dentro de textos, pedindo ao candidato: identificar qual forma verbal está de acordo com a norma culta; reescrever um trecho mantendo o sentido e a norma; ou reconhecer o efeito de sentido de uma escolha verbal.

Por isso, o estudo de concordância deve sempre ser contextualizado: leia textos de qualidade (jornais, artigos, literatura) e observe como escritores experientes usam os verbos. Quando encontrar uma concordância que parece estranha, analise o sujeito e o contexto antes de concluir que está errada — pode ser um caso de concordância atrativa ou por sentido aceita pela norma.

Concordância nominal — a concordância de artigos, adjetivos e outros termos com o substantivo — é tema relacionado e também cobrado no ENEM. 'Os livros novos estão prontos' — 'novos' e 'prontos' concordam com 'livros' (masculino plural). Treine os dois tipos de concordância juntos.

Perguntas frequentes

Concordância verbal cai diretamente no ENEM?

Sim, mas geralmente integrada a questões de interpretação ou reescrita de textos. O ENEM raramente pede regras de forma isolada — você precisa reconhecer a concordância correta dentro de um contexto.

Qual é o erro de concordância mais comum nas redações?

O uso de 'haviam' no lugar de 'havia' (verbo impessoal) e a falta de concordância entre sujeito composto e verbo. Esses erros comprometem a Competência 1 da redação.

Verbos 'ser' e 'estar' têm concordância especial?

O verbo 'ser' tem casos especiais: com predicativo no plural, pode ir para o plural mesmo com sujeito singular: 'Tudo são ilusões.' Com sujeito de pessoa (pronome pessoal), sempre concorda com o sujeito: 'Nós somos estudantes.'

O que é concordância atrativa?

É quando o verbo concorda com o substantivo mais próximo, e não com o sujeito gramatical. É um fenômeno real na língua, aceito em alguns casos pela norma culta. O ENEM pode cobrar a distinção entre concordância gramatical e concordância atrativa.

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