SAÚDE – CAMINHOS PARA O COMBATE À PROLIFERAÇÃO DO HIV ENTRE JOVENS NO BRASIL
TEXTO I
O levantamento mais recente do Ministério da Saúde mostra que a epidemia de Aids tem se concentrado, principalmente, entre populações vulneráveis e pacientes mais jovens. Segundo a pasta, destaca-se o aumento entre jovens de 15 a 24 anos, sendo que entre 2006 e 2015 a taxa entre aqueles de 15 a 19 anos mais que triplicou, passando de 2,4 para 6,9 casos a cada 100 mil habitantes. Entre as pessoas de 20 a 24 anos a taxa dobrou, passando de 15,9 para 33,1 casos a cada 100 mil habitantes.
De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, foram notificados 32.113 mil pessoas vivendo com HIV e 39.113 vivendo com Aids no país em 2015. Atualmente, a epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes, com cerca de 41,1 mil casos novos ao ano. A notificação compulsória de infecção pelo HIV, no entanto, é recente (2014), portanto não é possível fazer uma análise epidemiológica rigorosa dos dados de forma a definir o real comportamento da doença em relação às tendências de infecção no Brasil.
TEXTO II
Risco de contrair HIV está no comportamento
Nos primeiros anos de descoberta da doença, foram definidos alguns “grupos de risco” para caracterizar os mais expostos ao HIV. Atualmente, não se fala mais de um grupo, mas, sim, em comportamento de risco.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) existem populações-chave que, devido a comportamentos de alto risco específicos e ao contexto de vulnerabilidade social onde estão inseridos, acabam sendo mais expostos ao vírus que causa a Aids. “Essas populações vivem em um contexto que reúne uma série de condições, principalmente sociais, onde a prevalência do vírus ainda é alta. Ao descobrirem ou desconfiarem que estão com o vírus, muitos evitam a ida aos postos de saúde por medo do preconceito e estigma que a doença traz, atrasando o tratamento”, revela a médica epidemiologista Inês Dourado.
Já para o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, não deve mais haver distinção entre grupos de risco e não risco. Segundo o órgão, o número de heterossexuais infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente com a epidemia nos últimos anos, principalmente entre mulheres, por exemplo. É considerado comportamento de risco qualquer “relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada sem o uso de preservativos, compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis, reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV”, indica.
(Disponível em: http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/indice-de-jovens-com-hiv-cresce-risco-de-contrair-virus-esta-no-comportamento)
TEXTO III
CADASTRE-SE
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